segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O que são dias, meses ou anos diante da eternidade?
Nossa, que pergunta maluca!!!!
 Pois é... Mas você já esteve diante de alguém que nunca havia visto e teve a sensação de que não era a primeira vez e mais que isso sentiu que a conhece há muito tempo? Já teve essa impressão?
É... Parece raro, mas acontece! E quando acontece aqueles que acreditam em reencarnação chamam de reencontro de almas e os que não acreditam chamam de afinidade, pois a afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos e o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Como já disse ter afinidade pode ser raro. Mas, quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Porque existia antes de ver/conhecer, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Não é sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo, é olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram foram apenas oportunidades dadas/tiradas pela vida.

[Adaptado de Arthur da Tavola]
 
Eu adoro ter afinidade com você!

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