terça-feira, 1 de março de 2011


Se tem um sentimento que me incomoda é essa tal de ansiedade. E nesses últimos dias uma ansiedade exasperada vem tomando conta de mim, me corroendo minuto a minuto. É o silencio que me assusta! Eu sei ele é necessário... Mas chateia. Deve ser aquele tal de tempo. Aquele que sempre me persegue pedindo calma, tranqüilidade e paciência. Sim, as previsões são as melhores, há tempos não me deparava com tão boas perspectivas e embora eu perceba as coisas acontecendo, tudo ainda me parece tão remoto! Eu estou com pressa, com sede com fome demais. Eu só queria que alguém me desse certeza que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me deixado extremamente desnorteada. Acho que é medo, porque já fui muito ferida e não quero mais nem cogitar a possibilidade de suportar um pouco mais de dor. Eu não quero, eu não vou mais sentir dor... E no meio disso tudo uma saudade, uma saudade avassaladora... De você. Não sei por que você me abandona assim, por favor, não me deixe tão sozinha nesta fase. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço, o aconchego e o colo terminam porque as pessoas não têm todo o tempo do mundo e precisam cuidar de suas vidas. E eu com essa minha carência sem fim e meus medos sem fundamento fico aqui perdida sem saber pra onde ir, encolhida no meu canto até que alguém venha me amparar novamente. E às vezes esse amparo é tão moroso por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. Eu preciso de você e de paz. Mas por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada.

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